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sábado, 13 de dezembro de 2014

A minha homenagem ao meu falecido irmão Hugo

Se não tivesse sido morto na estúpida guerra de Angola,
o meu saudoso irmão completaria hoje 71 anos.
E este é um desenho a lápis de carvão, que fiz, naquela altura
e que aqui hoje vos quero mostrar.
Não tenho comigo a fotografia que assim ampliei;
está nos Açores, mas acredito que, quem o conheceu, 
avaliará melhor esta minha homenagem ao meu
saudoso e querido irmão Hugo,
este jovem que foi morto 4 dias antes de completar 23 anos.
Na mesma emboscada tombaram mais 15 jovens,
causando o pior desgosto da vida das suas mães, 
inundando o coração de todos os familiares
com desgosto tão profundo. 
 Foi-lhe roubada a possibilidade de realizar os seus sonhos...
já era um artista, 
mas se tivesse sobrevivido ao brutal golpe do fascismo,
creio que hoje seria uma personalidade destacada.
Em tão curto tempo que viveu, pintou inúmeros quadros
e escreveu um conto e vários poemas.
Em S. Miguel, onde nasceu, tem um grande amigo
que lhe tem dado o valor que acho justo,
homenageando-o com exposições e publicações dos seus poemas.
Não podia deixar de dizer que esse amigo é 
Victor Lima Meireles,
que também é autor de belíssimos poemas 
e contos editados em livros,bem como de várias telas 
que nos mostram um grande artista polifacetado.
Hoje estamos juntos... lembrando o Hugo, 
o menino de sua mãe,
que agora jaz a seu lado!...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Para mim são relíquias!

Para algumas pessoas o que hoje irei mostrar serão apenas velharias; algumas até poderão achar que é lixo; para outras serão relíquias. Para mim, além de relíquias, são uma espécie de tesouro, que tive a honra de agora herdar. Foram oferecidas a uma prima casada com um dos meus primos em 1º. grau, cuja avó, a Senhora D. Haydéa, dona deste valioso espólio, sempre foi estimada por mim como uma verdadeira avó.
Foi a mãe da tia que ensinou a minha mãe a fazer o casaco de tricô que começa com 1 ponto e acaba com 1 ponto, a que tomei a liberdade de chamar modelo Teresinha, por lhe ter introduzido algumas alterações e nunca ter visto nenhum igual, antes de o mostrar no meu outro blogue. Já foi reproduzido por algumas amigas, o que me dá muito gosto.
Uma revista Rakan de 1938… 1 ano depois do casamento dos meus pais!
Algumas revistas de ponto de cruz e bordado búlgaro, que poderei mostrar em pormenor se for do interesse de alguém. Nelas aparecem muitas barrinhas ótimas para napperons, panos de tabuleiro ou toalhas. É só pedir… e eu fotografo e mostro!
Várias caixinhas também antigas, que eu irei restaurar, contêm muitas linhas de bordar, fitas, rendas finas, golas antigas de renda de Guipur e uma almofada verde de linho bordada a Richelieu com enorme perfeição… pronta a aplicar!
Até tenho agora agulhas de tricô iguais às que a minha mãe me colocou nas mãos… não me lembro quando… mas certamente há uns 60 e tal anos!
Já está tudo a postos para viajar daqui de Ponta Delgada até Coimbra! A juntar ao que herdei da minha mãe, por ser a única filha, tenho de arranjar um móvel para guardar, em perfeitas condições, tão precioso legado.
As minhas três jovens sucessoras diretas encarregar-se-ão de escolher o que quiserem utilizar já e, mais tarde, espero que a geração seguinte ainda faça o mesmo!...
E acabo o texto com uma frase da minha tia-avó, Teresa, que nasceu em 1874 e com quem tive o privilégio de conviver até aos meus 17 anos:

“100 anos que eu viva…
 não conseguirei fazer tudo o que tenho na mente!”

UM ABRAÇO

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O nosso 1º. automóvel

 Este foi o nosso 1º. automóvel... lindo! 
Estávamos em abril de 1969 e aqui a então jovem magrinha
está toda janota com um lindo vestido de croché 
feito pela sua mamã!
O cenário é a rua Jacarandá... em Lourenço Marques (Maputo), 
Moçambique.
 E este era o livrete do nosso belo carrinho de volante à direita.
Nos Açores eu tive aulas de condução num Volkswagen carocha, mas foi no Hillman Minx De Luxe Saloon, de banco inteiro à frente, com mudanças ao volante, que eu treinei. Naquele tempo podíamos conduzir ao lado de uma pessoa encartada. 
Em Moçambique tive de aprender a conduzir pela direita, isso foi fácil, mas de vez em quando metia  a 1ª. no pisca-pisca!... Este carrinho andava que era um lindo: ao domingo íamos ao banho à praia do Bilene, a 180km de Maputo. Ainda veio para Coimbra, mas acabámos por vendê-lo quando os filhos cresceram.
Este era o seu BI:
A seguir mostro o livrete do 1º. carro do meu pai, que agora é meu e está a restaurar. Tenho fotos dele, mas hoje não as pude procurar. Logo que as tenha à mão publico-as para satisfazer a curiosidade de quem é apreciador destas relíquias!
Tenho muito empenho nas nossas coisas antigas e às vezes sinto saudades de coisas que já tivemos. Mas quando as pessoas começam a desaparecer, ficam muito mais fortes as saudades das pessoas do que das coisas... e acabamos por já não sentir a falta de nada!
Vou a S. Miguel. 
Não me desejem boas férias! Vou em missão.
UM ABRAÇO