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sábado, 19 de março de 2016

Hoje, dia do pai...

Hoje não vou escrever...
apenas informar que Hugo Nunes da Silva,
aqui mencionado é o meu pai!
Dou a ler com muito orgulho:
Sim... vou escrever porque sinto muitas saudades do meu pai. 
Sinto falta deste colo 
que deixou de ser meu quando ele tinha 53 anos e eu apenas 18.
Sinto-o por perto... mas o que eu queria mesmo muito era
abraçá-lo e sentir os seus braços como aqui nesta foto.
Um abraço aos pais que lerem esta publicação!

domingo, 3 de maio de 2015

DIA DA MÃE

Pela 2ª. vez passo este dia sem a minha querida Mãe entre nós.
Viveu 97 anos... mas eu queria que tivesse vivido mais!...
 Na década de 40 deu à luz os 4 filhos...
... e destes quatro já só há dois!
Esta foto foi tirada em 2012, no antigo Dia da Mãe, 8 de dezembro.
Como também sou Mãe, aqui vão os meus queridos filhos,
nascidos na década de 70...
As minhas filhas  também são Mães dos meus queridos netos!
Ouçam... que é uma canção lindíssima!
Hoje, em especial.
UM ABRAÇO 
PARA TODAS AS MÃES

quinta-feira, 19 de março de 2015

DIA DO PAI

Hoje é o dia do Pai e eu não quero deixar de o referir aqui.

Foi este o Pai que me acarinhou até aos 18 anos.
Depois... ficou a saudade que nunca morrerá no meu peito.
Faleceu com 53 anos... não é idade para se falecer!...
Ao colo, a única menina entre os 3 filhos rapazes.
 Mas festejando este dia, com a ausência do meu Pai, 
não podia deixar de referir
o meu querido Filho, que também é Pai,
o meu estimado genro, que também é Pai
e este outro grande Pai, o dos meus filhos,
o Homem da minha vida!...
Parabéns a todos os Pais!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Voando até Ponta Delgada...

Esta foi a última foto que tirei à minha mãe, 
antes da doença que a levou à morte, no espaço de um mês.
Na desventura, foi bom eu estar lá, tendo-lhe feito companhia
até ao último dia da sua longa vida, sem nenhum sofrimento.
Morreu no dia Internacional da Mulher e, apesar dos desgostos
da perda precoce do marido e de dois filhos,
dizia que tinha gostado muito de viver 
e que tinha sido muito feliz.
Isso eu comprovo, porque tanto o namoro como o casamento
com o meu pai, eram o mote das estórias que relatava
acrescentando nuances cor-de-rosa que ela, já no final da sua vida,
ficava sem saber onde as colocar!...
Era uma mulher muito forte, muito inteligente e muito bonita.
Toda a gente gostava dela e todas as pessoas que com ela conviveram
sabem que se perdeu uma pessoa maravilhosa.
Ficará para sempre no meu coração.
Em abril, quando regressámos, já ficou a mágoa da sua ausência.
Agora receio a minha chegada lá... 
já sei que ficarei desolada por não a encontrar, 
por não ouvir a sua voz declamando os poemas do meu pai
e contando as mesmas estórias inúmeras vezes!
Mas tenho essas estórias gravadas e filmadas...
que não se comparam com a realidade, 
mas são um valioso legado que me conforta 
e que deixo aos meus filhos, netos... e, depois, aos bisnetos.
Voamos amanhã do Porto para Ponta Delgada.
Férias? Não! Apenas mudança de casa por 22 dias.
E sei que vou estar com amigos muito chegados,
 que também escolheram esta altura para ir à nossa linda
Ilha de S. Miguel.
Sei que o tempo não está bom... mas irei a banhos de mar,
mesmo que chova!!!
UM ABRAÇO

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O meu pai

Faz hoje 49 anos que o meu pai, 
Hugo Nunes da Silva, 
faleceu aos 53 anos. Não é idade para se morrer!...
Éramos estes seis, felizes, a vida corria tão bem até então.
Na fotografia não parecemos alegres. Não!...
O meu pai tinha uma pancreatite aguda, 
 naquela altura, dificilmente detetada e tratada.
Também pairava sobre nós todos a terrível guerra do ultramar, que obrigava todos os jovens de 21 anos a combater "os povos inimigos".
Quando soube que o filho Hugo fora chamado para combater em Angola, adoeceu. 
O meu pai perdeu a alegria que fazia brilhar a pessoa de estatura pequena, mas de tamanha grandeza de carácter que o caracterizava.
Na véspera do meu irmão embarcar para aquela guerra inútil,
o meu pai chamou a casa Nóbrega, um excelente fotógrafo de S. Miguel,
para captar a imagem que vos mostro, como se adivinhasse a tragédia que iria acontecer:
o meu pai morreu três dias depois de termos tirado esta fotografia.
No ano seguinte o meu irmão foi morto em Angola, dois dias antes de completar 23 anos.
Na foto, da esqª. para a dirª.: em cima ,o Luís e o Hugo;
a meio o José e a Maria Teresa (eu);
em baixo a mãe, Teresa Amélia, e o pai Hugo.
O José, vítima de edema pulmonar, faleceu com 45 anos, em 1995. 
Dos seis restam só dois: o Luís e eu,
dos outros fica uma grande e eterna saudade!...
Desta família existem cinco netos e oito bisnetos, 
que darão continuidade aos genes de inteligência e bom humor dos seus progenitores.
Do meu pai, além do genético, também foi transmitido o nome 
HUGO
em quatro dos seus descendentes.
Sei que quem o conheceu e com ele conviveu 
se lembra deste ilustre advogado, inteligente e repentista bem humorado
e eu lembro-o como o pai extremoso, que eu tive o privilégio de ter.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Hoje seria dia de festa...

Vou ouvir esta música em memória do meu pai, 
Hugo Nunes da Silva 
que, se fosse vivo, completaria hoje 102 anos.
                                      São muitos anos para uma pessoa viver... há quem os viva,
mas os que ele viveu foram tão poucos... apenas 53!
Sinto muitas saudades dos seus beijos, dos seus carinhos, da sua voz...
Éramos 4 filhos e eu era a menina entre os 3 rapazes.
Viveu com a minha mãe um grande amor, cheio de romantismo, a que eu, felizmente ainda pude assistir. Inesperadamente a morte separou-os, pondo fim a quase 28 anos de felicidade. 
De manhã, encostando levemente os nós dos dedos na porta do meu quarto que, de noite, 
ficava apenas encostada, entrava perguntando docemente 
"como está a minha querida filha?". 
Docemente, sim, porque a voz do meu pai era esfuziante, 
vibrava forte, e a menina poderia estar ainda a dormir.
Usava a voz forte na barra do tribunal, onde defendia com firmeza e sucesso casos difíceis que ganhava.
Usava a voz forte para cantar as mais belas árias de ópera que ainda hoje eu aprecio.
Usava a voz forte cantando no Orfeon Académico de Coimbra, quando estudante. Lembro-me de, num espetáculo do orfeon no Teatro Micaelense, o maestro Dr. Raposo Marques chamar ao palco os antigos orfeonistas e o meu pai se juntar ao seu naipe para cantar a Aleluia, do Messias de Handel.
Usava a voz forte quando ia ao futebol e, da bancada, barafustava contra o árbitro que cometesse erros contra o seu clube de cor verde. Ficava nervoso quando a Académica jogava com o Sporting!
Usava a voz forte para nos repreender quando fugíamos (raras vezes!...) às regras da boa educação.
E como hoje sinto falta dessa voz forte... recordando, com predominância, a sua voz mais suave quando me pedia que tocasse piano enquanto lia, sentado na poltrona ao meu lado. E quando me enganava, ele balbuciava "repete"... Se me enganasse muitas vezes, dizia baixinho "és como a mulinha do avô: para sempre no mesmo sítio!". E eu tocava até não errar.
O meu pai era Hugo e Hugo era também o meu irmão que foi morto na guerra, em Angola. Hugo é também o meu filho, um neto e outros terão esse nome em gerações vindouras... que eu já não conhecerei! Só desejo que sejam todos parecidos com este 1º. Hugo: carinhosos, inteligentes, divertidos, trabalhadores, honestos, humanistas... e de vida mais longa!
A fotografia que nos acompanhou quando viemos estudar para Coimbra, altura em que a minha mãe, já viúva, não se quis separar dos filhos, para que a família que restava se mantivesse unida, permanece no mesmo lugar. 
É assim que convivo diariamente com o meu pai. 
Foi assim que os netos cresceram, olhando o avô e escutando as estórias e anedotas em que ele era o divertido protagonista.
É assim que os bisnetos, mal abrem os olhinhos quando aqui chegam, ficam a conhecer o bisavô.
É assim que lhes é ensinado o nome HUGO.
UM ABRAÇO

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Poema da autoria do meu pai & fotografias do parque Terra Nostra, nas Furnas

DUAS ALMOFADAS
Duas almofadas numa cama de casal
fazem-me supor
que não reina o amor,
que o par vive mal.

Se a nossa cama duas tiver
e tu me quiseres
como eu te quiser,
mui desprezada terá de viver
a minha almofada.

A minha ou a tua,
não sei qual ao certo.
Mas há-de ser uma,
para as nossas cabeças
ficarem mais perto.
                   
                   Versos da autoria do meu pai, Hugo Nunes da Silva,
                   para a namorada, minha mãe, em 1933.

                Quero ilustrar este poema escrito pelo meu pai e dedicado à minha mãe, em 1936,
                        e ainda na memória da minha mãe, que o declama com imensa doçura,
                                                                       aos 96 anos.
com fotografias tiradas no lindo parque Terra Nostra, 
nas Furnas.
 As hortênsias azuis.
 Os fetos variados e as imponentes árvores, algumas centenárias.
 A piscina de água quente e férrea
 Os inhames, ao lado da ribeira de água quente e férrea.
Espero o vosso comentário de braços abertos num apertado
ABRAÇO

domingo, 13 de janeiro de 2013

O meu pai era um romântico!



Quando namorava com a minha mãe, o meu pai pediu-lhe uma madeixa de cabelo e com ela fez uma pulseira, mandando-a à ourivesaria para colocar um fecho. Hoje essa pulseira ainda existe, já estragada, mas guardada na caixa de madeira, ao lado do embrulhinho das cartas enviadas pelo meu pai à minha mãe.
Guardadas na caixa há ainda outras recordações. 
Pendurados em pequenos ganchos alinhados no interior da tampa estão ainda os bilhetinhos escritos nos intervalos da aulas e os talões dos registos das cartas e encomendas que eram enviadas de Coimbra, onde o meu pai estudava, para a Candelária, onde a minha mãe vivia.
Apesar do namoro contrariado pelos meus avós maternos, o casalinho casou-se depois da avó paterna ter “raptado” a minha mãe no dia em que esta completou 21 anos.
Pouco tempo depois as duas famílias acabaram  por fazer as pazes e os meus pais embarcaram para o continente, rumo a Coimbra, onde o meu pai completou o último ano do curso de Direito.
Decorria o ano de 1937.
Na fotografia, além da pulseira cujo material não resistiu ao tempo, vê-se, na minha mão, o anel de casamento do meu pai unido ao anel da minha avó paterna, além do meu anel de casamento, com a marca das bodas de prata, festejadas em 1994.