quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Visita à casa de Camilo Castelo Branco

Estando no Minho, tão perto de Seide, não podia deixar de vir aqui
e mostrar-vos o que vi.
Desde a entrada, percorrendo toda a casa, até sair... 
senti o gosto pelo que é antigo!
Não vou fazer relato do que fui vendo nem vou dar explicações.
Estas encontram-se na net.
Também não consigo descrever o cheiro a antigo...
fazendo lembrar o cheiro da minha casa de S. Miguel, nos Açores.
O cheiro dos livros com mais de cem anos... 
alguns muito mais antigos!...
Vejam como é linda por dentro!
Noutra encarnação quero viver aqui!...
Tem tudo a ver comigo!...
Em S. Miguel também há um canapé assim, 
mas a precisar de restauro!...
Em cima do meu piano tenho também duas jarras idênticas
e um candeeiro muito parecido.
Juro que não sabia que o piano da Ana Plácido tinha esta decoração!
A entrada é gratuita e a visita é guiada.
No final fiquei surpreendida e até um pouco constrangida.
Havia livros e objetos à venda, tipo canecas e bugigangas,
com decoração relacionada com Camilo e Ana Plácido.
O quê? 
Deslumbrada com o que tinha acabado de ver
ia comprar uma caneca daquelas com o rosto de Camilo?
Ia comprar livros... se tenho a obra completa do escritor?
Envergonhados, ficámo-nos por uns simples marcadores de livros.
Aconselho uma visita e este lugar de muito interesse.
Eu gostei imenso!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

... ficou em S. Miguel!...

Uma das coisas o que eu gostaria de ter em Coimbra:
esta pequena quinta que tenho em S. Miguel.
Não a podendo trazer para cá, visito-a quando vou aos Açores.
Na verdade eu não a queria cá... gostaria era de lá ir  
com mais facilidade, sem ter de me deslocar de avião!
Gostaria também que as viagens de barco não tivessem acabado,
para passageiros, na ligação do continente às ilhas, 
como antigamente.
Agora, no ferry, só podemos visitar as outras ilhas do arquipélago.

Aqui passávamos todos os verões e não me lembro do primeiro,
tão pequena eu era então! 
E a pequena casa rústica foi sendo construída por etapas
ao longo de vários anos. Disto já me lembro. 

Aqui comíamos goiabas e araçás diretamente das árvores.
Colhíamos laranjas, tangerinas, mandarinas, peras, maçãs, pêssegos...
Nesse tempo até se fazia vinho das vinhas lá existentes.
Agora só há uvas na pequena latada.
E colhiam-se batatas e cebolas, couves e tomates, feijão-verde...
Por esta vereda andámos primeiro de triciclo,
depois de bicicleta. O chão era de cascalho, por isso,
quando caíamos feríamos as mãos, os joelhos e os cotovelos.
Lembro-me de cair e bater com a boca no chão 
e beber o leite e sorver a sopa por uma cana aparada pela minha mãe. 
Não me lembro da dor das feridas desse tempo!
Agora está assim, cuidada por um senhor
que a vai livrando das ervas daninhas e vai cortando os abrigos.
Ele aproveita e cultiva alguns canteiros,
este com couves, tomates, alfaces, salsa, hortelã...


Esta figueira que nunca tem figos maduros na época em que lá vamos,
para muita pena do meu marido!...
Mas já colhi alguns que coloquei em calda e fiz compota.

Aqui são inhames, que eu tanto aprecio, mas acabo comprando
os das Furnas, que são os melhores.

Os meus queridos araçás que também tenho no quintal de Ponta Delgada,
sempre cheios de frutinhos... para eu os depenicar da árvore!
Aqui estavam ainda verdes!

Limões-galegos, com um sabor especial, diferente do limão vulgar.

A espadana, planta fibrosa, cujas folhas longas e robustas
são usadas para atar as plantas trepadeiras, as vinhas
e até servem, depois de secas, para a confeção de cestas e tapetes.

E flores... muitas flores,
predominando as dálias, os hibiscos, as azáleas e as hotências.







Esta, linda, irá dar fruto!

A minha filha, que viajava sozinha para S. Miguel, desde os 4 anos,
sempre esteve emocionalmente ligada à Quinta,
onde passava temporadas com a avó e o tio Luís.
Agora vai até lá com os filhos,
que também gostam muito daquele espaço
onde correm e brincam como eu fazia quando era da idade deles.
Apesar de eu não estar (fisicamente!) perto destes meus netos,
fico feliz por saber que estão com o tio Luís,
usufruindo de tudo o que o meu saudoso pai adquiriu
com tanto carinho para os seus descendentes:
filhos, netos e bisnetos!!!
E tudo isto chegará aos trisnetos... tetranetos ... e por aí fora!...
Um dia destes volto lá!...
UM ABRAÇO

sábado, 23 de julho de 2016

Uns dias na praia de Quiaios

Não é uma foto tirada do avião!... Não!
Esta foi tirada do miradouro da serra da Boa Viagem,
com vista - supostamente - para a praia de Quiaios.
Com bom tempo perde-se de vista o extenso areal 
que quase toca na Costa Nova, em Aveiro. 
A poucas dezenas de metros brilha o sol, mas lá em baixo,
a fresca neblina encobre-o e não convida a uma ida até à praia.
 Esta praia às vezes está assim, sem ondas. Nunca tem gente demais,
porque a temperatura da água não é tolerada por todos! 
Por mim, o único obstáculo a um mergulho e umas braçadas
é apenas a forte ondulação. Tolero perfeitamente a água fria, 
mas do que gosto mesmo muito 
é de poucas pessoas amontoadas e aos gritos.
Isto de desejar apanhar um pouco de sol na areia, junto ao mar,
estender a toalha sem ter de levar com uma bola na cabeça,
ou uma inesperada chuva de areia nos olhos, 
ou ouvir a verborreia vociferada mesmo ao lado, 
tem muito que se lhe diga!...
Eu só quero um pouco de água do mar e sossego!!!
Isso eu tenho aqui! O preço está apenas na temperatura da água!
É muito barato!!!
Esta é a vista que tenho da varanda onde passo bons momentos.
Para os friorentos, mesmo à frente, há uma piscina com água quente,
jacuzzi, banhos variados, massagens e máquinas para fazer exercícios.
 Para o outro lado, e a neblina manteve-se durante todo este dia.
 Por aqui, rente ao campo de ténis, e em apenas uns cento e cinquenta metros
chegamos ao areal.
 Mas, como eu disse, neste dia não fomos ao mar.
Foi dia de passeio e umas compras essenciais.
Nos dias seguintes voltámos ao areal, só depois das quatro e meia,
cada um com a sua cadeira, toalha, chapéu e livro.
Não deu para nadar, mas deu para refrescar e brincar com a água,
chapinhando como as crianças.
Mais do que nunca senti a falta dos meus netinhos!
Se quem ler isto vier para estes lados, estarei por cá mais uns dias
e poderemos conversar sem apanhar muito calor.
 UM ABRAÇO