Lagoa das Sete Cidades, uma das maravilhas da minha ilha!
Quando venho à terra que me viu nascer, a
minha bela ilha açoriana, onde agora vivem, além do irmão e muitos primos, a minha descendente mais nova, que resolveu mudar-se para cá, de malas e bagagens, com a família, acontece que fico sem saber onde permanecer
mais tempo na escolha dos vários lugares por onde estão todos espalhados!
Ora estou por aqui, ora estou por ali!
Se estou por aqui estou contente, mas,
mesmo sabendo quem vou encontrar em casa, logo à chegada sinto a mágoa da falta
da pessoa que, anteriormente, era a razão da minha vinda, a minha saudosa mãe!
Vejo os parentes que me são muito queridos e as pessoas minhas amigas, de infância e juventude, que me transportam a fases também muito interessantes da minha vida. Relembro factos passados que, sem a ajuda dessas pessoas amigas, já permaneceriam no meu esquecimento! Mato saudades!...
Mas faltam os que estão por ali… pois o mar separa-nos e leva-me a ter de usar um meio de transporte que, agora, já não me deixa com aquele pânico de outrora, mas faz o meu coração bater desenfreado quando voo!
Fazem-me falta os barcos de passageiros
como aqueles que me transportavam noutros tempos, o “Carvalho Araújo” e depois
o “Funchal”, na travessia deste pedacinho do Atlântico que separa a minha linda
ilha do nosso belo Continente e de que, hoje em dia, ainda me trazem à memória os
dias diferentes, divertidos, passados no mar alto, nas férias grandes, com os
meus pais e irmãos.
Na fase tardia da vida que agora vivo, penso que estou a sonhar: com netos entre os quatro e os vinte anos, vou ser avó pela oitava vez! Pensava que a família iria ficar como estava: um clã muito interessante, de gente feliz, bonita e divertida, apesar de ter havido quem, para grande surpresa de todos, optasse por sair, causando um choque no início, mas superado logo depois, deixando agora apenas indiferença nos que a ela gostam de pertencer.
Agora a família vai ter mais uma
pessoa que nos irá alegrar muito a todos: o bebé que está prestes a ver o
sol que, por estes lados, ora aparece, ora se esconde por entre as nuvens e a
ventania de temperatura amena neste último mês de outono!
Logo que abra os olhinhos, que imagino grandes e lindos, o nosso menino verá a vovó e o vovô que não podiam faltar a tão belo,
por certo derradeiro, evento deste género.
E na minha próxima publicação já terei
novidades, quiçá alguma foto do meu netinho!
Estes são uma das razões que me trouxe até aqui...
e que vão ter o mano...
... que ainda está assim!!!
E termino com a imagem duma tarde cinzenta, de ventania, chuva...
mas de temperatura amena.
Um dia destes vou dar um mergulho... não nestas ondas:
o mar está a 22º... e o sol aparece às vezes!
UM ABRAÇO

