8 de agosto de 2017
Todos os dias de manhã bem cedinho saíamos do hotel
e percorríamos a cidade aonde havíamos chegado na véspera.
Nesta etapa a distância foi curta, mas havia um projeto
para ir a Villefranche-Sur-Mer e Mónaco.
E assim fizemos!
Foi um dia que rendeu bastante...
quer dizer, tivemos um programa muito intenso!
Não que nos outros dias também não tivéssemos tido...
principalmente o nosso exímio condutor, mas desta vez
foi a minha façanha do banho, que contarei mais abaixo!
Descemos até à marina de Villefranche e matámos saudades
do desembarque que aqui fizemos em cruzeiro, há poucos anos.
Do cimo de Montalban a vista era esta... linda!
Apanhado em flagrante,
o nosso amigo sentiu vontade de envolver tudo num abraço!
Desaparecendo as nuvens matinais sempre surgia o sol quente
a lembrar-nos a cerveja fresca que nunca faltou por estes lados!
Aqui ficámos para almoçar, antes de irmos ao hotel.
A rua do Ibis Budget estava em obras, mas a vista do quarto
era a que a seguir mostro: estávamos a cem metros do mar!!!
E ainda tivemos mais sorte do que apenas o mar a nossos pés:
o quarto tinha uma cama de casal e dois beliches! (?)
Sorte a nossa pois ficámos em quartos muito espaçosos,
em silêncio total, com parque de estacionamento logo ali
e mercearia logo ao lado, para as compras de picnic!
Não fomos à praia com os nossos amigos, mas, já no quarto,
avistei-os da janela.
Agora aqui entra a descrição da tal façanha no banho de mar!
Pelo que eu contei no facebook houve quem pensasse
que eu me estive quase a afogar!
Contei mal o sucedido!
Eu não sabia que as praias da Côte d´Azur tinham pedras!
Nunca me tinha dado para ver fotos das praias em pormenor.
Pois, gente amiga, aquelas praias são quase todas de pedras!
Então se eu soubesse não tinha levado umas sapatas?!
Qual quê?!
Fui de pés descalços, tal era a minha fúria de mergulhar
naquelas águas verdes e cálidas do lindo Mediterrâneo!
E foi isso: as pedras magoavam tanto os meus pezinhos,
mas a muito custo cheguei à beira da água com os chinelos
e zás: atirei-me para o mar!
Mergulhei, nadei, espanejei, voltei a nadar e a chapinhar
até à hora de cumprimento de horário
para o encontro com os nossos amigos.
Qual quê?!
Quanto tempo demorei a sair da água? Talvez uma meia-hora!
É que, se para entrar na água foi fácil mergulhar,
para sair não podia atirar-me para cima daquelas pedras cruéis!
O meu marido atirou-me os chinelos, mas eles fugiam dos pés!
Depois havia as ondinhas manhosas que pouca espuma faziam,
mas embalavam de tal maneira que, quase a chegar às pedras,
logo me levavam ao ponto de partida.
Colocava-me de frente... magoava-me nas mãos!
Colocava-me de lado... rebolava!
Colocava-me de costas... ia outra vez para trás!
O meu marido estava com chinelos, mas movimentava-se
com muita dificuldade,
como se estivesse em areias (pedras!) movediças!...
Depois de muitas tentativas resolvi nadar até onde me pareceu
haver areia, na praia privativa dum hotel.
Foi nessa altura que, enfrentando as lancinantes dores
e num impulso mais bem sucedido, agarrei a mão do meu marido,
que quase mergulhava por arrasto,
e fiquei em terra firme... isto é, em cima das pedras!!!
Sã e salva de inusitado areal é que me lembrei que,
na noite anterior tinha tido uma forte cãimbra numa perna!
Acontecem-me estas coisas!...
Tomado o chuveiro já no quarto, reunimo-nos pontualmente
com os nossos amigos para iniciar o passeio até ao Mónaco.
Não tendo visto sinais, nem sido impedido por ninguém,
o nosso amigo levou o carro até ao palácio dos Grimaldi!
Mesmo mesmo até à porta dos príncipes!!!
E o percurso foi feito três vezes!...
Só à terceira vez, com a nossa amiga ao volante
para que o marido desfrutasse melhor da paisagem,
é que o polícia, muito gentil e delicado,
disse que não podíamos circular por ali!...
Nós já tínhamos vindo aqui outras vezes e, na altura,
percorremos a pé a cidade e seus lindos jardins.
Desta vez cumprimos todos o objetivo do nosso amigo:
fizemos o circuito das famosas corridas fórmula 1.
Se leram tudo o que eu escrevi digam lá:
foi ou não foi um dia intenso?


