quarta-feira, 4 de julho de 2018

Dia da rainha Santa Isabel, padroeira de Coimbra

Há muito tempo que eu não aparecia aqui!
Venho hoje, neste dia feriado municipal,
mostrar-vos uma imagem diferente da habitual:
é uma peça que comprei há alguns anos e que representa,
de forma muito original,
a padroeira da cidade de Coimbra.
Não sou muito dada a estas coisas de imagens,
mas sinto uma grande simpatia pela Rainha Santa, 
sepultada numa urna de prata e cristal, 
na igreja de Santa Clara-a-Nova
Foi casada com o rei D. Dinis e a sua vida foi triste.
Vasta informação está aqui mesmo na net,
por isso irei mostrar só esta peça de que tanto gosto
e a quem acendo velas em horas especiais, sentindo que, 
de alguma forma que eu não entendo, 
me protege!
 Foi uma rainha muito bondosa, protetora dos mais pobres, 
daí ser sempre representada com flores no regaço, 
flores que, reza a lenda, certa vez se transformaram em pães,
quando surpreendida pelo rei.
 Comprei esta peça que é assinada pelo autor:
Sapateiro, um artista que tem outras obras belíssimas.
 Gosto muito da expressão do rosto!
Em dia de verão, cinzento e fresco, 
o meu feriado irá ser passado em casa!
Desejo um dia feliz a quem tiver passado por aqui.
UM ABRAÇO

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Passeando por São Miguel - dez.2017

Tem chovido, mas a temperatura está tão boa,
que até tenho sentido calor!
Já choveu torrencialmente e trovejou, de noite,
mas os dias têm-se apresentado com algumas abertas.
O céu, esse nunca se apresenta sem nuvens aqui onde estou.
 Hoje não se via a Barrosa e desconfio que, até me ir embora,
não a verei, nem irei à minha Lagoa do Fogo!
O céu estava cinzento, com muitas nuvens,
mas os campos são verdes, as pastagens são verdes, tudo é verde,
em várias tonalidades, por isso
 a minha ilha de São Miguel é a chamada Ilha Verde! 
E porque chove muito, a água corre em muitos espaços.
Demos um passeio e fomos ver recantos já conhecidos,
mas que sempre nos encantam.
Hoje mostro aonde fomos, subindo um caminho para o interior,
ali na encosta perto da Lagoa do Fogo.
 No regresso e junto ao mar o sol brilhava
 e eu fui apanhada em flagrante nos minutos da vitamina D!
Venham visitar a minha terra: nesta época chove muito
e noutras épocas também... 
mas é muito bonita e aqui não irão sentir frio!...
UM ABRAÇO


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Passeio à Caloura... venham comigo!




      Hoje decidimos ir à Caloura.  
      O pico da Barrosa estava descoberto, mas achei que devia deixar toda aquela bela paisagem só para os turistas do transatlântico! Por isso saímos, sem rodeios, diretos ao destino.  
      Eu tinha vontade de ir ver a prima que vive lá no verão e no inverno mora na Califórnia. Mas é outono e eu não sabia onde ela estaria. Está bem... eu sei... há telefones, mas eu às vezes esqueço-me dessa comodidade!... Trata-se de uma parente ainda próxima (as nossas avós eram irmãs) e desde que emigrou para os EUA estivemos muitos anos sem nos encontrarmos e agora vemo-nos apenas de vez em quando, aqui na ilha.
      E não é que a prima estava mesmo na Caloura com o marido, a colocar as malas no carro para embarcarem no enorme barco que estava atracado aqui no cais?!... Foi uma alegria abraçá-la!
      O dia estava ótimo e o passeio foi enriquecido pelo curto mas tão agradável encontro com os primos. Depois dos beijos e abraços emocionados prosseguimos a viagem até à praia… com muitos calhaus! Não pude deixar de pensar outra vez nos calhaus da “célebre” praia de Nice! Então o senhor Maire de Nice… não podia mandar fazer um carreiro por cima das pedras como aqui os meus conterrâneos fizeram permitindo que os banhistas mergulhem e nadem sem magoar os pés?!
      Na Caloura há um pequeno porto de pesca e uma piscina que enche com as marés; quem preferir poderá nadar livremente no mar.  
      Tirei fotos ao convento, ao porto de pesca, às pedras e ao mar e às tantas lembrei-me de que me tinha esquecido de tirar fotos aos primos! Sorte…  porque o regresso iria ser feito pela mesma via e ainda os encontrei em casa. Desta vez tive outra surpresa: estava lá uma amiga minha de infância, com o marido e filha, que também tem uma bela casa na Caloura, perto da minha prima.
   Almoçámos em Água de Pau uma fresca veja (peixe) escalada e grelhada e o meu irmão uns torresmos de caçoila… pratos típicos açorianos.
      A esta hora os primos já devem ir em mar alto, mas despois do nosso passeio o barquinho ainda estava ancorado na doca de Ponta Delgada.
      Senti um ligeiro aperto no peito: não sei se pela partida da prima, que eu talvez não volte a abraçar tão cedo, se pela partida daquele grande barco onde eu gostaria de ter embarcado também!...
      Já fiz alguns cruzeiros, mas este estava aqui… mesmo à mão de semear…


Por curiosidade mostro uma foto que encontrei desta minha prima, quando jovem, com a avó, minha tia-avó e o irmão.
UM ABRAÇO